sábado, 13 de agosto de 2016

Poema: Mania de Você

Pedindo até parece que tivemos essa audácia toda permissão do mundo, utilizamos da letra da música da Rita Lee, Mania de Você, para contrastar com a situação presente no livro Terra Papagalli, nos apropriando do personagem Lopo de Pina. 

Mania de Você 
(Karen Britto)

Meu bem você é tão
Lopo de Pina
Vestindo máscaras, fingindo ser amigo
Mas na hora de provar
O quanto você é leal
Consigo imaginar
O mal

A gente tinha conexão por telepatia
No chão, no mar, na terra, na simpatia
Mania de você
Me fazer acreditar
Só para pelas costas
Me apunhalar

Nada melhor que um dia após outro
Só pra me vingar e matar você
Nada melhor que um dia após outro
Só pra me vingar e matar você

Matar você!
Não matar você?
Matar você!
Não matar você?

Sim, isso é uma foto tirada por nós! Desculpa a resolução ruim... rs

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Análise Crítica-Analítica = Terra Papagalli + Humanismo + Classicismo

Como no Humanismo e no Classicismo, o livro Terra Papagalli mostra o começo da ascensão do homem em que se deixa de acreditar no que era imposto sobre as classes sociais pela Igreja Católica e, se começa a tentar dar maior importância ao homem começando uma visão do homem no centro (antropocentrismo).
. 

No livro, uma grande representação dessa mudança é como o homem é citado de forma detalhada a todo tempo, mostrando assim a importância e exaltação do mesmo na época. Outro fato que se assemelha ao Humanismo é a fé que os tripulantes têm e a forma na qual eles creem no seu Deus e que por meio dele, todos seriam liberados de todos os pecados feitos em vida.


Também é retratado o mercantilismo que estava crescendo cada vez mais, em específico na venda de escravos o que gerava uma enorme quantidade de dinheiro. Isto ocorreu durante o período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna (Renascimento).

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Resumo do Livro: Terra Papagalli

Terra Papagalli


Tudo começa quando Cosme Fernandes resolve escrever para o Conde de Ourique. Ele começa trazendo sua trajetória e como se tornou um padre. Porém, encantou-se com uma bela moça, Lianor, e logo se deitou com a mesma jurando promessas de amor. Trazendo sempre referências do Santo Ernulfo, como “Se a vida é não doce, come doces.”, acabou entregando seu pecado ao seu magister Videira e outros presentes, sendo punido com degredo. Foi encarcerado e mandado para uma das três naus que estavam indo em direção às Índias. Sendo comandada por Pedro Álvares Cabral, no dia 22 de abril chegaria a Terra dos Papagaios.

Ao longo da viagem, Cosme – já apelidado como Bacharel por seu “colega de viagem” Lopo de Pina – registra todas as informações que pode em um diário. Em meio a diversas aventuras, ele logo se adapta a vida em um novo local. Adapta-se a conviver com os indígenas e aprende seus costumes, como quando traz um “dicionário da língua que falam os tupiniquins” no qual, ele conceitua termos utilizados pelos indígenas no local em que ele situava. Além disto, ele também descreve para o Conde as formas animais diferentes que existem naquela terra.
Após alguns anos, ele se torna Bacharel de Cananeia, controlando várias terras na região, têm relações com diversas índias e consequentemente vários filhos. Descobre, ele que seu amigo Lopo de Pina é um salafrário, larápio que aproveitou de sua amizade com Cosme para roubar todo seu dinheiro que foi guardado por 15 anos. De forma divertida, épica e com um toque de humor, tragédia Cosme traz suas experiências ao “descobrir o Brasil” ou a Terra de Papagaios, por onde se encantou.


10 Mandamentos para Viver na Terra dos Papagaios







Que nós estamos apaixonados por Terra Papagalli, já não é novidade! Mas quem diria que o personagem Bacharel (Cosme Fernandes) nos ensinaria tantas coisas. Entre elas, estão os 10 Mandamentos para Bem Viver na Terra dos Papagaios. Ao longo de sua louca aventura, uma série de acontecimentos marcantes o compete e por meio deles e de outras experiências, ele cria estes 10 Mandamentos. Basta apenas ler e apreciar com todo o contexto histórico e o toque de humor utilizado.







Primeiro Mandamento:
Na Terra dos Papagaios é preciso saber dar presentes com generosidade e sem parcimônia, porque os gentios que lá vivem encantam-se com qualquer coisa, trocando sua amizade por um guizo e sua alma por umas contas.


Segundo Mandamento:
Quando aparecer alguma dificuldade, mesmo que seja de simples solução, é preciso fazer alarde, espetáculo e pompa, pois nesta terra mais vale o colorido do vidro que a virtude do remédio.


Terceiro Mandamento:
As gentes da Terra dos Papagaios são muito crentes e de fácil convencimento. Por isso, têm em alta conta os feiticeiros, os falsos profetas e vai a coisa a tanto que não há patranheiro que lá não enriqueça e prospere.
E assim é, senhor, que por serem tão crédulos aqueles gentios, pode-se lhes mentir sem parcimônia nem medo de castigo.


Quarto Mandamento:
É aquela terra um ligar onde tudo está à venda e não há nada que não se possa comprar, seja água ou madeira, cocos ou macacos. Mas o que mais lá se vende são homens, que trocam-se por qualquer mercadoria e são comprados com as mais diversas moedas.


Quinto Mandamento:
Desde o primeiro, são os funcionários daquela terra um tanto madraços e preguiçosos, e, se na frente de seus superiores parecem retos, quando estes lhe dão as costas, revelam-se muito astutos e só nos atendem se lhes damos algo em troca. Portanto, se fordes para lá, senhor conde homem para quem ele escreve, não se esqueça de ser generoso com eles, pois lá as portas não são abertas com chaves de ferro, mas com moedas de prata.


Sexto Mandamento:
Naquela terra as barganhas fazem muito sucesso e não há quem resista a um pequeno regalo. Por isso, é preciso dar sempre um afago aos que podem comprar, pois entre dois mercadores, naquela terra não se escolhe o mais honesto,mas o que oferece mais minutos.

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Sétimo Mandamento:
Naquele pedaço do mundo, senhor conde, não se deve confiar em ninguém, pois se no sábado nos juram eterna fidelidade, no domingo nos enfiam uma espada pela garganta. A verdade é que lá tudo se rege pela conveniência e, sendo preciso, troca-se de bandeira como as mulheres trocam de panos em dias de regra.


Oitavo Mandamento:
Na terra que se chama dos Papagaios, cada um cuida de si e Deus que cuide de todos, pois poucos se faz por um irmão, nada por um primo e menos que coisa nenhuma por um amigo, de modo que cada um só quer saber do seu nariz e, se alguém faz algo por outrem, é a troco de paga ou medo.

Nono Mandamento:
Naquelas paragens, quando se alevantam alguns, o melhor modo de quietá-los é dar-lhes emprego ou título, porque os daquela terra muito prezam serem chamados de senhores e não há um que não troque honradez por honraria.


Décimo Mandamento:
E o resumo de meu entendimento é que naquela terra de fomes tantas e lei tão pouca, que não come é comido.

Resultado de imagem para ou come ou será comido

Sobre os Autores

José Roberto Torero

Nasceu em Santos, SP, em 09/10/1963. Jornalista, escritor, cineasta e roteirista. Formou-se em letras e Jornalismo pela Universidade de São Paulo - USP. Sua carreira de cronista começou no "Jornal da Tarde", de SP, e posteriormente passou a escrever textos sobre futebol para a revista "Placar" e o jornal "Folha de S. Paulo". É autor do best-seller O Chalaça Prêmio Jabuti em 1995, de Terra Papagalli (1997) em co-autoria com seu amigo Marcus Aurelius Pimenta, entre outras obras. Têm se destacado também na literatura infanto-juvenil com os livros: Naná descobre o céu (2005); Pequeno rei e o parque real (2007). Torero mantêm um blog no portal UOL, o Blog do Totero. Publica também no Blog do Lelê, seu sobrinho fictício, iniciado durante a Copa do Mundo de 2006.

(José Roberto)

Fonte: tirodeletra.com.br/biografia/JoseRobertoTotero.htm

 Marcus Aurelius Pimenta

Nasceu no Brás, na cidade de São Paulo, em 1962. Jornalista e roteirista, escreveu peças de teatro e documentários. Como co-autor, escreveu Terra Papagalli, Os Vermes, Futebol é bom pra cachorro e as peças Omelete e Romeu e Julieta: segunda parte. Atualmente, integra, também, a equipe de roteiristas do quadro Retrato Falado, do Fantástico (Programa televisivo na Rede Globo).

 (Marcus Aurelius)

Fonte: objetiva.com.br/autor_ficha.php?id=279


(José Roberto à esquerda e Marcus Aurelius à direita)